FLUMANIA - A História do Fluminense - Capítulo IV - Ídolos

Rivellino


Rivellino com o manto tricolor

Paulista do bairro da Aclimação, iniciou sua brilhante carreira em 1963 nos juvenis do Corinthians, aos 17 anos, tendo permanecido no clube de origem até 1975, sem conquistar nenhum título estadual.

Nasceu no dia 1 de janeiro de 1946. Armando Nogueira, à época, definia Rivellino: " A principal diferença entre o jogador comum e o craque é que o primeiro vê a jogada e, o segundo, caso de Riva, antevê ".

Era chamado de Garoto do Parque São Jorge mas, depois da decisão de 1974, a torcida, ansiosa pelo título perseguido há 20 anos, culpou-o pela derrota, acusando-o de covarde e desinteressado, um mercenário que se escondia entre os beques com medo da defesa do Palmeiras.

Tudo muito diferente de 1965, quando Osvaldo Brandão o lançou como titular numa excursão ao Nordeste. Nascia ali um jogador genial, que pouco tempo antes fora dispensado do Palmeiras pelo técnico Mário Travaglini - logo ele, que sempre amara o alviverde. Pois assim, acusado de covardia, Rivellino só tinha um caminho a seguir aos 28 anos: trocar de clube.

Ao assumir a presidência do Fluminense Football Club, o então presidente Francisco Horta, tinha como lema "Vencer ou Vencer" e sua primeira meta era a contratação de um "craque-total", um jogador que "assumisse" perante a torcida e voltasse a estimular a presença de tricolores, não apenas no Maracanã ou no Rio de Janeiro, mas em qualquer ponto do Brasil, onde houvesse um adepto do clube.

Riva começara a ser notícia no futebol carioca, antes mesmo de seu acerto de contrato, fato este que ocorreu no dia 31 de janeiro de 1975.

Já uma semana antes da assinatura toda a imprensa carioca fazia-se presente no Parque Guinle, residência de Francisco Horta, onde o jogador chegou às 22 horas para discutir as bases salariais.

Rivellino após a conversa tinha posição firme e afirmava: "Se o Corinthians não negociar meu passe para o tricolor, estou disposto a abandonar o futebol".

Foi então concretizada a aquisição de Roberto Rivellino, com 30 anos, tido pela imprensa e grande parte da torcida paulista, como acabado ou responsável pelo fracasso crônico do Corinthians em jejum de títulos há vários anos.

Comprado por 3 milhões de cruzeiros ( Rivellino abriu mão dos 15% a que teria direito ), pois queria provar que não era o covarde que diziam ser e também porque sonhava conquistar um título estadual.

Em sua chegada ao Rio de Janeiro a cidade quase que parou. O então governador Chagas Freitas, em grande solenidade, fazia a entrega simbólica da chave da cidade ao grande craque.

A estréia de Riva com a camisa tricolor ocorreu em pleno sábado de carnaval no Maracanã, dia 08/02/1975 com tempo chuvoso, e com renda superior a 560 mil cruzeiros ( não acreditavam no sucesso do evento na época ).
O adversário era seu antigo clube, o Corinthians e o Fluminense obteve uma espetacular vitória, por 4 x 1.

Com atuação explendorosa, o grande jogador marcou 3 gols, mesmo não tendo participado dos 90 minutos de jogo. Manfrini com um gol, também marcou presença na festa.
Na partida, disputava-se a Taça João Coelho Neto ( Preguinho, grande atleta tricolor ).

O jogo não marcou simplesmente a estréia do craque mas também seu novo posicionamento em campo, agora como ponta de lança. No Corinthians, sempre fora escalado como meio campo por mais de 10 anos.

Sobre a alteração de sua colocação em campo Riva declarava: "Estou gostando pois acho que renderei muito mais".

Já integrado ao elenco dizia não ter mágoas do clube paulista e que na sua ótica seu melhor técnico tinha sido Zagalo.

No Fluminense tornou-se Bicampeão Carioca 1975/1976 e vencedor de alguns Torneios Internacionais.

Em 1978, com 33 anos, era o jogador mais caro do Brasil e foi vendido ao Al Hilal Al Saudi Club, de Ryad, Arábia Saudita, clube do príncipe e magnata Khaled.

Assinava contrato por 2 temporadas recebendo 15 milhões de cruzeiros em luvas, 35 mil dólares mensais, uma Mercedes, uma mansão para residir - quase um quarteirão - e colégio pago para seus 3 filhos.
Um grande negócio para o jogador e para o clube, diziam os jornais da época, eram os chamados petrodólares.

Riva dizia: o Fluminense deu vida a meu futebol, acho que me junto ao passado desse grande clube, de tantas tradições e ficarei em sua história. Saio do Flu levando uma grande saudade.

Em 1981, depois de ser suspenso por três meses por atingir o rosto de Saad Brek, do Ittihad, Rivellino encerrou a carreira. Para quem não sabe é torcedor de coração do Palmeiras

Jogou no Fluminense de 1975 a 1978. Bicampeão Carioca 1975/76, Torneio de Paris 1976, Viña del Mar 1976 e Teresa Herrera 1977. Em 159 jogos, marcou 53 gols.


Autógrafo de Rivellino

Obs. As informações sobre o jogador e fotos foram retiradas do acervo do FFC.


Volta aos nossos ídolos inesquecíveis

Volta a HP inicial da História do Flu



    
   
HISTÓRIA   |   VÍDEOS   |   ÁUDIOS  |   ESTATÍSTICAS  |   FALE CONOSCO
Desde 2002 Copyright © FLUMANIA.com.br
O conteúdo deste site é de propriedade intelectual do "Flumania Online" e fica expressamente proibida a utilização de qualquer material nele contido por parte de outros sites sem prévia autorização de nossa equipe..