FLUMANIA - A Hist ria do Fluminense - Hinos, Primeiros jogos, a crise de 1911, Estádio e Patrono




Os Hinos


O Fluminense possui, assim como v rios outros clubes brasileiros, um hino oficial e um hino popular.

O primeiro hino do Fluminense, teve a letra composta por Coelho Netto, sobre a m sica de H. Williams - It's a long, long way to Tipperary - e foi cantado pela primeira vez na solenidade de inaugura o da 3 sede do clube, a 23 de julho de 1915.

O primeiro hino

O Fluminense um crisol
Onde apuramos a energia
Ao pleno ar, ao claro sol
Lutando em justas de alegria
O nosso esfor o se congra a
Em torno do ideal viril
De avigorar a nova ra a
Do nosso Brasil !

Corrige o corpo como artista
Vida imprime est tua augusta
Faz da argila uma robusta
Pe a de a o onde a alma assista
Na arena como na vida
Do forte sempre a vit ria
Do est dio foi que a Gr cia acometida
Irrompeu para a gl ria

Ningu m no clube se pertence
A gl ria aqui n o pessoal
Quem vence em campo o Fluminense
Que , como a P tria, um ser ideal
Assim nas justas se congra a
Em torno dum ideal viril
A gente mo a, a nova ra a
Do nosso Brasil !

Adestra a for a e doma o impulso
Triunfa, mas sem alardo
O her i bravo mas galhardo
T o forte d'alma que de pulso
A for a esplende em sa de
E abre o peito bondade
A for a a express o viva da virtude
E garbo da mocidade


A m sica de H. Williams - It's a long, long way to Tipperary. Eis a m sica in dita em mp3

O hino oficial possui letra e m sica de Ant nio Cardoso de Menezes Filho, e foi criado para tomar o lugar do primeiro hino oficial do clube, criado em 1915, e que estava sendo motivo de par dias.

Hino Oficial do Fluminense F.C.


Companheiros de luta e de gl ria
Na peleja incruenta e de paz
Disputamos no campo a vit ria
Do mais forte, mais destro e sagaz!

Nossas li as de atletas s o mansas
Como as querem os tempos de agora
Ressuscitam her icas lembran as
Dos ol mpicos jogos de outrora

N o nos cega o furor da batalha
Nem nos fere o rival, se mais forte!
Nossas bolas s o nossa metralha
Um bom goal, nosso tiro de morte

Fluminense, avante, ao combate
Nosso nome cerquemos de gl ria
J se ouve tocar a rebate
Disputemos no campo a vit ria.


Ou a o hino Oficial do Fluminense ( uma rel quia )

Ou a o hino Oficial do Fluminense em vers o com a banda do CFN - Mp3 ( em est dio )

Grava o Original da Marcha ( Hino Popular ) do Fluminense

A grava o original, hist rica, rara e preciosa, foi feita na d cada de 40 pelo - Trio Melodia - que era formado por tr s tricolores famosos: Paulo Tapaj s, Nuno Roland e Albertinho Fortuna, destaques da R dio Nacional em sua poca. O acompanhamento da orquestra do maestro Lyrio Panicalli.

Paulo Tapaj s, figura das mais queridas do Flu na sua poca, Benem rito do clube e foi Vice-presidente Social nas gest es de v rios presidentes.

A remasteriza o desta grava o e transforma o para o formato mp3, resgata a letra correta da marcha, alterada em diversas grava es posteriores, e recupera a terceira estrofe, relativa ao "branco", abandonada em muitas dessas outras grava es
.

Hino do Fluminense Football Club ( popular ) - Letra correta e completa

Sou tricolor de cora o
Sou do clube tantas vezes campe o
Fascina pela sua disciplina
O Fluminense me domina
Eu tenho amor ao tricolor

Salve o querido pavilh o
Das tr s cores que traduzem tradi o
A paz, a esperan a e o vigor
Unido e forte pelo esporte
Eu sou tricolor

Vence o Fluminense
Com o verde da esperan a
Pois quem espera sempre alcan a
Clube que orgulha o Brasil
Retumbante de gl rias
E vit rias mil

Vence o Fluminense
Com o sangue do encarnado
Com calor e com vigor
Faz a torcida querida
Vibrar de emo o o tricampe o

Sou tricolor de cora o
Sou do clube tantas vezes campe o
Fascina pela sua disciplina
O Fluminense me domina
Eu tenho amor ao tricolor

Salve o querido pavilh o
Das tr s cores que traduzem tradi o
A paz, a esperan a e o vigor
Unido e forte pelo esporte
Eu sou tricolor

Vence o Fluminense
Usando a fidalguia
Branco paz e harmonia
Brilha com o sol
Da manh
Com a luz de um refletor
Salve o Tricolor

( Letra: Lamartine Babo - M sica: Lyrio Panicalli )


O Hino popular do Fluminense Football Club em sua vers o original de 1940 - mp3

O Flumania agradece ao Sr. Milton Mandelblatt que nos possibilitou o resgate da grava o e da letra original, ao ceder-nos o CD remasterizado.

Maravilhosa vers o do hino popular tocada em violino

O hino em sutil violino - mp3

Os Primeiros Jogos

O primeiro jogo do Fluminense como n o poderia deixar de ser foi contra o Rio Football Club no campo do Paysandu, no dia 19 de outubro de 1902. O resultado foi uma goleada do tricolor por 8 x 0, gols marcados por Hor cio 3, Her clito 2, F lix, Moraes e Simonsen. A equipe formou com Am rico; M. Frias e Etchegaray; M rio Rocha, Oscar Cox e Schuback; Simonsen, Moraes, Hor cio da Costa Santos, Her clito e F lix.


A s mula do primeiro jogo do Fluminense - 19/10/1902

No encontro seguinte, realizado no mesmo local no dia 26 de outubro, o Rio venceu por tr s tentos a zero.

A estr ia do Fluminense em jogos interestaduais foi a 6 de setembro de 1903, no campo do Vel dromo, em S o Paulo.



O campo do Vel dromo, o primeiro jogo do Flu em S o Paulo

A equipe carioca empatou com o Internacional em 0 x 0. No dia seguinte, venceu ao Paulistano por 2 x 1 e no dia 8 de setembro, ao S o Paulo, campe o paulista, por 3 x 0.

Na curta temporada o Fluminense formou com Cruisckshank; Robinson e Etchegaray; Simonsen, Wright e Moreton; C. Robinson, Hor cio Costa, E. Cox, Her clito e F lix. No jogo com o Paysandu, Em lio Etchegaray jogou no lugar de Simonsen. O ponta Robinson e Edwin Cox foram os artilheiros. No ltimo jogo mais uma altera o ocorreu, Brooking substituiu Wright. Os gols contra o S o Paulo foram de Hor cio, Her clito e Robinson.

Em 14 de agosto de 1904, o Paulistano retribuiu a visita e no primeiro jogo interestadual realizado no campo da Rua Guanabara - atual Pinheiro Machado -, o Fluminense perdeu pelo placar de 3 x 0. Esse foi o jogo inaugural da nova pra a de esportes no Rio de Janeiro e o Fluminense cobrou as primeiras entradas para um jogo de futebol. Dois mil r is foi o pre o e 996 pessoas pagaram ingressos.

Com a consolida o do clube, era necess ria a cria o de uma entidade que dirigisse o primeiro Campeonato Carioca. Assim, em 8 de junho de 1905, surgiu a Liga Metropolitana de Football. Assinaram a ata de funda o da LMF, al m do Fluminense, Botafogo, Am rica, Sport Club Petr polis, Paysandu Cricket e Rio Cricket.

Aos poucos o remo, esporte da prefer ncia popular, come ava a ceder terreno para o futebol trazido da Inglaterra.

O primeiro Campeonato Carioca de Futebol foi disputado em 1906, e como n o poderia deixar de ser fomos Campe es mas, quanto a este tema, deixaremos para o cap tulo t tulos estaduais.


A Crise Interna de 1911


Em 1911, ap s o Campeonato Carioca vencido por n s, uma crise interna no Fluminense surgiu. A cis o liderada por Alberto Borgerth levou nove jogadores tricolores a criar uma se o de futebol no Clube de Regatas Flamengo, que n o tinha em mente outro esporte que n o fosse o remo.

Nos arquivos do clube est o registrados os seguintes fatos: tendo sido abertas duas vagas no Ground Committee - comiss o que avaliava a escala o da equipe que entraria em campo , em julho, com as demiss es de Ernesto Paranhos e Haroldo Cox, ficou resolvido que Oswaldo Gomes e Alair Antunes seriam os candidatos.
Oswaldo Gomes j era, por escolha da diretoria, da qual Alberto Borgerth fazia parte, sub-capit o do 1 quadro, o que lhe tornava natural candidato a uma das vagas e mesmo, para capit o. Entretanto, Oswaldo Gomes preferiu candidatar-se ao Ground Committee, porque Alberto Borgerth era o indicado para capit o.

No dia da reuni o, surgiu um candidato da oposi o - Joaquim Guimar es -, e a vota o terminou num empate: 15 votos para Oswaldo Gomes e 15 para Joaquim Guimar es.
O presidente da Assembl ia sugeriu, ent o, o crit rio de considerar eleito o candidato de mais idade, e submeteu o seu ponto de vista ratifica o ou rejei o dos s cios presentes. Por 17 votos contra 15 e 3 em branco, a Assembl ia aprovou a sugest o do presidente.

Oswaldo Gomes estava eleito, de acordo com a vontade da maioria, mas n o aceitou por entender que a quest o deveria ser resolvida em outra Assembl ia.
Em 7 de agosto, em carta enviada diretoria, Oswaldo Gomes demitia-se de sub-capit o do 1 quadro.

Nas v speras do jogo contra o Rio Cricket, o comit se reuniu e escalou uma equipe. Alberto Borgerth por m sugeriu, com apoio da maioria, que os jogadores fossem consultados sobre essa escala o. Afonso de Castro, voto vencido, bateu-se contra a sugest o, ponderando que isso constitu a mau precedente, pois iria tranferir aos jogadores as atribui es do Ground Committee.

Com exce o de Oswaldo Gomes e James Calvert, os demais jogadores se pronunciaram pela substitui o de Oswaldo por Arnaldo Guimar es e Paranhos por Borgerth, mas o comit manteve a escala o anterior, contra o voto de Alberto Borgerth que estava de acordo com a maioria dos jogadores.

O quadro escolhido pelo comit foi a campo e venceu o jogo por 5 x 0.

No dia 3 de outubro, entretanto, Alberto Borgerth, Othon Baena, P ndaro de Carvalho Rodrigues, Emmanuel Nery, Ernesto Amarante, Armando de Almeida ( Galo ), Orlando Mattos, Gustavo de Carvalho e Lawrence Andrews solicitaram desligamento do Fluminense.

De acordo com depoimentos, alguns rebelados tricolores, inclusive Borgerth, sugeriram uma simples ades o ao Botafogo, hip tese esta imediatamente afastada, pois o alvinegro na poca, era o inimigo n mero um pois tinha se sagrado campe o carioca de 1910 e deveria ser o advers rio a ser derrotado.

Antes do Flamengo, alguns aventaram a possibilidade de na cis o, irem refor ar o Paysandu, que a rigor s possu a 2 bons jogadores, mas por ser clube exclusivamente de ingleses, a hip tese foi vetada. "Vamos para o Flamengo", concluiu o pr prio Borgerth.

A cis o ocorrida em 1911 dentro do Fluminense teve como um de seus piv s o atleta Alberto Borgerth. Somente a sa da dos 9 jogadores titulares do Flu para fundarem a se o terrestre do CRF n o era suficiente.

Naquela poca para que um clube de futebol vinga-se, teria que fazer parte obrigat riamente da Liga Metropolitana de Sports Athl ticos e, para que isso ocorresse, dois obst culos deveriam ser vencidos:

O CRF teria que ter um campo de jogo e ainda deveria ser alterado o regulamento da Liga que exigia, para a disputa de qualquer campeonato, pelo menos um ano no m nimo de filia o de qualquer clube Liga.

Em relato feito pelo pr prio Alberto Borgerth, no Boletim do Fluminense de junho de 1952, ele cita que o primeiro obst culo foi vencido quando o Fluminense arrendou por quantia irris ria seu campo ao CRF e o segundo foi conseguido com a grande influ ncia de Mario Pollo na Liga que conseguiu que o regulamento fosse alterado permitindo o Flamengo j disputar o Campeonato de 1912, vencido na vers o da Liga pelo Paysandu e pelo Botafogo na Associa o de Football do Rio de Janeiro.

Desta forma deu-se a transfer ncia definitiva de nove jogadores titulares tricolores - do time campe o de 1911 - para o rubro-negro. No primeiro Fla x Flu da hist ria, que depois viria a se tornar o cl ssico mais tradicional do futebol brasileiro e que foi realizado no dia 7 de julho de 1912, nas Laranjeiras, tendo de um lado com a nova camisa do Flamengo, o time dias antes Campe o Carioca e, do outro, os reservas do Fluminense transformados em titulares com as exce es de Oswaldo Gomes e James Calvert, pois j eram titulares anteriormente, a alegria e o del rio explodiram nas Laranjeiras: o resultado final mostrou a supremacia de nosso clube, resultado Fluminense 3 x 2 Flamengo. A vingan a tricolor havia se concretizado e solidificava-se o mito de clube vencedor.



Foto do primeiro Fla x Flu ( Fluminense 3 x 2 ), p blico de 800 torcedores


>> V deos - Hist ria do Campeonato Carioca - O primeiro Fla x Flu - 7 de julho de 1912. Fluminense 3 x 2.


O primeiro Fla x Flu da hist ria.

V deo de um Fla x Flu da d cada de 20

O Est dio das Laranjeiras

No dia 21 de janeiro de 1919, para socorrer a Confedera o Brasileira de Desportos que queria sediar o Campeonato Sul Americano de Futebol (vencido pela primeira vez pelo Brasil), o tricolor deu mais uma demonstra o de for a e prest gio. Em tempo recorde, ergueu o Est dio das Laranjeiras com capacidade para 18 mil pessoas. Veja na sequ ncia de fotos hist ricas a constru o desde o canteiro de obras.


Foto do canteiro de obras do Est dio. As arquibancadas sendo constru das. Ao fundo o Pal cio Guanabara


Parte das arquibancadas e tribuna quase prontas


As arquibancadas do lado oposto j prontas, eram mais inclinadas e ainda n o havia o segundo lance. A capacidade de p blico no anel do moderno est dio era bem maior


Parte externa do Est dio ainda em constru o


Arquibancadas atr s do gol da Rua Pinheiro Machado. O anel se fechava


Foto do Est dio ainda em constru o 1917/1918


Vista a rea do maravilhoso e in dito Estadio


Totalmente pronto, era o primeiro estadio constru do no Brasil



No dia 11 de maio de 1919 a estreia da sele o brasileira e do estadio. Brasil 6 x 0 Chile.



O estadio estava sempre totalmente lotado. O terno e o chap u de palhinha era a vestimenta dos grandes eventos.



A arquibancada repleta, protegida por policiais, atr s do gol da atual Rua Pinheiro Machado. No alto da foto observamos a bandeira da extinta Confedera o Brasileira de Desportos (CBD).



A imprensa internacional compareceu ao evento realizado nas Laranjeiras, Rio de Janeiro.



A partida final contra o Uruguai foi realizada no dia 25 de maio e, ap s 150 minutos de jogo, o tempo normal e mais 2 prorroga es de 30 minutos, Friedenreich fez 1 x 0 e deu o t tulo para o Brasil, aos 3 minutos da segunda prorroga o.


No centen rio da Independ ncia, realizou-se novo Sul Americano e o Fluminense, mais uma vez n o decepcionou. Ao ser acionado, construiu mais um lance de arquibancadas aumentando sua capacidade em 5 mil lugares.


Segundo depoimento dado em 1988 pelo Grande Benem rito e ex-Presidente tricolor Marcos Carneiro de Mendon a a constru o do segundo lance de arquibancadas do Est dio foi feita a pedido do Presidente Epit ssio Pessoa apesar da diretoria ser contra, tendo o Fluminense mais uma vez arcado com todos os custos.



Dia de jogo, est dio cheio. Em detalhe a pista de atletismo. ( Acervo do F.F.C. )

Uma foto digna de registro, o famoso Zeppelin sobrevoando o est dio das Laranjeiras no dia 4 de outubro de 1936.


Famoso Zeppelin sobrevoa nosso est dio

O Patrono - Arnaldo Guinle

Arnaldo Guinle o patrono do Fluminense Football Club, sem qualquer d vida uma feliz escolha, pois dedicou parte de sua vida ao clube.


Aceito como s cio no dia 10 de outubro de 1902, Arnaldo recebeu o n mero 48 entre os s cios e desde este dia nada que se fez no Fluminense n o contou com sua colabora o. Remido em 30 de maio de 1915 e benem rito a 4 de janeiro de 1916, no dia 18 de abril do mesmo ano assumia a presid ncia do clube devido a ren ncia de Joaquim da Cunha Freire Sobrinho.

Permaneceu como presidente de 1916 a 1930, e em seu primeiro mandato, Arnaldo Guinle procurou apenas completar o plano de expans o iniciado por Cunha Freire.

Posteriormente realizou a grande revolu o dentro do clube: o grande est dio, a sede, a piscina, as quadras de t nis, o stand de tiro, o departamento m dico e o apoio total ao futebol que acabou dando ao F.F.C. seu primeiro tricampeonato.



A esta o sub-elevat ria que levava gua salgada da praia do Flamengo para a piscina do Fluminense


A piscina constru da em 1919

Com apenas 4 anos de administra o, Arnaldo Guinle transformou o clube e recebeu a mais alta distin o dentro dele, o t tulo de Patrono, aprovado em Assembl ia Geral no dia 17 dejulho de 1920.

Em 1922, com a amplia o do est dio e a constru o do gin sio, nosso patrono completou o desenvolvimento tricolor.


Maravilhosa foto de nosso Est dio com seus refletores acesos.

Foi ainda um dos mais fortes participantes do movimento de implanta o do profissionalismo no esporte carioca, em 1933.

Retornou a presid ncia do clube no tri nio 43/44/45 quando desenvolveu as reuni es sociais e com isso, conseguiu que o quadro social atingisse a expressiva marca de 7.834 associados.



O busto de Arnaldo Guinle em nossa sede


    
   
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