FLUMANIA - Hist ria do Fluminense - A Primeira sede, Uniformes e outros símbolos




As Primeiras Sedes e o Primeiro Campo

O primeiro terreno que os dirigentes tentaram alugar para erguer a sede do clube e fazer o seu campo de futebol foi na Rua Dona Mariana, no bairro de Botafogo. Entretanto o clube e o propriet rio n o chegaram a um acordo.

Em 17 de outubro de 1902, o Fluminense alugava ao Banco da Rep blica, por cem mil r is mensais, o terreno da Rua Guanabara, esquina da Rua do Roso. Um ano mais tarde o campo foi nivelado.


Terreno onde est localizado hoje em dia nosso Est dio. Era uma ch cara na Rua Guanabara, o terreno alugado ao Banco. Foto tirada por Franz Waitz, em janeiro de 1903, aparecendo ao fundo os fundadores do clube Mario Rocha e Hor cio Costa Santos.

Contam que na poca, 1903, a m quina niveladora e a de cortar grama - inglesas - eram puxadas pelo burro "Fa sca" que, para n o estragar o trabalho, era sempre cuidadosamente cal ado com luvas de veludo nas quatro patas pelo jardineiro contratado, para n o estragar o gramado. "Fa sca" ficou ent o famoso e conhecido como o "burro mais elegante do Rio de Janeiro".


Campo j nivelado e demarcado, no lado direito o local onde foi constru da a arquibancada em madeira, em 1905. Nota-se tamb m o fundador Domingos Moitinho, ao fundo nossa 1 sede e no alto o morro do corcovado ainda sem o Cristo Redentor

No fundo do campo havia uma casa que mais tarde foi comprada por Eduardo Guinle e serviu como a primeira sede do Fluminense Football Club.


A primeira sede, uma simples casa onde residiam o empregado, que cuidava do terreno, com sua fam lia. Foi demolida em 15 de mar o de 1905, data de in cio da constru o da segunda sede.

Abaixo podemos ver o terreno onde seria futuramente constru da a piscina do Fluminense, de gua salgada que era trazida por bombas de uma sub-esta o existente na praia do Flamengo. A parte da pedreira foi o maior obst culo a ser transposto na constru o.


O problema da pedreira foi posteriormente resolvido. A casa que pode ser observada a esquerda a do empregado Jos Cardoso da Fonseca.


Segunda sede na Rua Guanabara, 39. Constru da na administra o de Francis Walter, segundo presidente do clube, em 1905. A constru o foi bancada pelos s cios do clube.

Em 1904, Eduardo Guinle acabou por comprar todo o terreno e o Fluminense passou a pagar o dobro do aluguel.


A 3 sede constru da na administra o de Joaquim da Cunha Freire Sobrinho, em 1915. Esta sede era o marco inicial da remodela o do clube.

Em 1905, um ano depois, por conta pr pria, Eduardo Guinle levantava a primeira arquibancada em um campo de futebol no Rio de Janeiro. Ainda era um simples campo de futebol e n o um est dio. Observe a sequ ncia hist rica das belas fotos.


Vista externa do port o principal do Campo do Fluminense. ( Acervo do F.F.C. )


As charmosas bilheterias do Campo do Fluminense. Observe o detalhe das roletas, do port o e do corrim o que conduzia os torcedores ao campo de jogo


Foto tirada de dentro do campo. A arquibancada com belos detalhes, toda em madeira


A primeira arquibancada em um campo de futebol no Rio, lotada em dia de jogo


Rua Guanabara. O muro do campo e a arquibancada que pode ser identificada por seu telhado direita da foto.


O Primeiro Uniforme e a Primeira Bandeira

O uniforme e a bandeira do clube foram aprovados na reuni o do dia 17 de outubro de 1902. O uniforme possu a as cores branca e cinza claro, metade de cada cor, gola e escudo sobre o cora o, tamb m metade branco metade cinza, com as letras FFC em vermelho. O cal o era branco, as meias pretas e muitos jogadores ainda usavam bon com as cores da camisa


O primeiro escudo do Fluminense Football Club em documento de 1904


O primeiro escudo do Fluminense Football Club ap s ser redesenhado em 2002

A bandeira era branca e cinza, dividida em dois tri ngulos. No canto superior esquerdo da parte branca ficava o escudo


A primeira bandeira do Fluminense guardada at hoje em nossa Sala de Trof us

Entretanto, diziam que na poca muita gente n o gostou da combina o das cores, acharam de muito pouco bom gosto e extremamente simples


A primeira foto de um time do Fluminense - 1903


A primeira camisa do Fluminense guardada at hoje em nossa sala de trof us

As primeiras cores do Fluminense foram o cinza e o branco, aprovadas em assembl ia entre os s cios que foi realizada em 17 de outubro de 1902.

J a primeira camisa, guardada at hoje em nossa sala de trof us, era baseada em uniformes ingleses e foi adotada oficialmente (aprovada) tamb m em 17 de outubro de 1902. Era no estilo esporte fino tendo no colarinho, na gola e nos punhos bot es para ajustar seu caimento. Como dois dias depois o Flu entrou em campo para a disputa de sua primeira partida oficial, no dia 19 de outubro de 1902 em amistoso contra o Rio Football Club, quando vencemos por 8 a 0, n o houve tempo h bil para a compra das camisas no padr o escolhido, j que nessa poca os uniformes do Clube eram importados da Europa. Assim, apenas no ano seguinte em 1903 o Fluminense estreou seu primeiro uniforme.

A camisa, uma verdadeira rel quia, foi cedida ao clube por Hor cio da Costa Santos, goleador de nosso primeiro jogo com tr s tentos.

Oscar Cox e M rio Rocha estavam em Londres tratando da compra de novo material - uniforme - e, por carta, haviam informado a dificuldade de encontr -lo e por isso sugeriram a combina o do encarnado, branco e verde.

Na reuni o de 15 de julho de 1904 o assunto das novas cores foi abordado e a proposta de M rio e Cox aprovada. O Fluminense Football Club tornava-se tricolor.

Desta forma, somente em 1905, no jogo realizado em 07 de maio, num amistoso contra o Rio Cricket quando vencemos por 7 x 1, foi utilizado pela primeira vez nosso consagrado manto com as gloriosas tr s cores.


O blazer que os jogadores usavam sobre o uniforme antes de entrarem em campo


A equipe trajando o belo blazer


Nosso escudo tricolor em documento de 1905


Nosso escudo tricolor atual


A bandeira tricolor no meio de nossa torcida.

Outros S mbolos do Fluminense Football Club

O Tricolor de Laranjeiras sempre se caracterizou por possuir torcedores ilustres e famosos, presidentes, cantores e cantoras, artistas, personalidades ligadas a c pula do futebol mundial e, desta forma surgiu a id ia de um outro s mbolo tricolor - O Cartola -.

Idealizado pelo grande caricaturista argentino Lorenzo Mollas o cartola surgiu, elegante, de fraque e cartola com sua imponente piteira, passando a imagem da aristocracia tricolor.


O Cartola

No in cio dos anos 2000, surgia o Cartolinha. Criado e tendo como alvo o p blico infantil, o mascote demonstra a vontade do clube de estar pr ximo daqueles que um dia crescer o e ir o tornar-se fi is ao Tricolor. Manteve-se a tradi o, mas o Cartolinha ganhou tra os de uma crian a alegre, sorridente, perspicaz e de olhar expressivamente vivo. , hoje, o nico mascote oficial do Fluminense Football Club.


O Cartolinha

J o "P -de-Arroz" surgiu ap s a transfer ncia do jogador Carlos Alberto, do Am rica para o Fluminense.

Por ser mulato e a camisa branca tricolor produzir maior contraste em rela o a sua pele, do que a camisa do Am rica, o jogador antes de entrar em campo no dia 13 de maio de 1914, quando enfrentamos o rival e empatamos em 1 x 1 nas Laranjeiras, gol de Welfare, o atleta tentou disfar ar sua cor colocando um pouco de p -de-arroz pois estava preocupado com os aristocr ticos torcedores tricolores da poca.


Carlos Alberto, o terceiro, em p , da esquerda para a direita

Ao se iniciar a partida, seu suor come ou a escorrer pelo rosto e levava consigo o p anteriormente colocado.
Assim que os torcedores advers rios viram a cena, pois j conheciam o jogador, notaram que estava com a tonalidade de sua pele diferente - malhada -, come aram ent o da arquibancada a gritar "p -de-arroz", "p -de-arroz", surgindo desta maneira o novo apelido que tamb m foi incorporado ao clube.


Carlos Alberto meia-esquerda, e goleador. Muito bom jogador. Nariz grande. Muito feio. Realmente gostava de se empoar para disfar ar a feiura desde a poca do Am rica. Uma les o no menisco interrompeu-lhe a carreira. Foi encontrado morto no banheiro, aparentemente v tima de um ataque card aco, no dia do seu anivers rio. Triste.

V deo - O surgimento do p -de-arroz na palavra do grande Marcos Carneiro de Mendon a


A torcida lan ando o p -de-arroz ( talco ) na arquibancada

Veja em v deo a Festa do P -de-Arroz

Torcidas, Torcedores e Movimentos


Como surgiu o termo "torcida"?

claro que sendo o Fluminense o clube da sociedade carioca, a presen a feminina nos jogos era uma constante. O escritor Coelho Netto, pai do grande atleta tricolor Preguinho e seguidor apaixonado do Fluminense, tamb m era figura obrigat ria nos gramados.

Pois foi esse importante personagem, o respons vel pela cria o do termo ?torcida?, que hoje serve para designar quem simpatiza com este ou aquele clube. Observador atento, Coelho Netto notou que quando o time atacava ou era atacado, as mulheres que compareciam aos jogos, com seus belos e quentes vestidos rendados, num misto de ansiedade, calor e nervosismo, empunhando sombrinhas, torciam suas luvas e len os encharcados de suor.

Em uma de suas colunas ap s um dos jogos, Coelho Netto chamou essas mulheres de ?torcedoras?. Pronto, estava criado o termo que at hoje s mbolo da paix o club stica. Em seguida ganhou similar masculino. Hoje, torcida sin nimo de amor ao clube do cora o. Sem o ?torcedor?, o espet culo perde o brilho e a raz o. Nada mais frustrante que um est dio vazio.

A torcida tricolor é o maior patrimônio do Fluminense, na vitória ou na derrota nunca deixa de acompanhar o time, jamais deixa de comparecer com seu apoio e dedicação quando se coloca em jogo a sorte do Clube. Isto inspirou a criação de várias torcidas organizadas. A Força Flu, por exemplo, foi fundada em 25 de novembro de 1970, inspirando-se na "Forza Italia", torcida que acompanhava a seleção italiana na Copa do Mundo de 1970, no México. Seu lema é "Conosco quem quiser, contra nós quem puder". Já em dezembro do mesmo ano surgia a Young Flu, a maior torcida organizada do Fluminense cujo lema é "Poucos a viram nascer, muitos a viram crescer, ninguém há de vê-la morrer". A Flunitor ("O terremoto grená") foi fundada em 1973 por tricolores de Niterói. A Fiel Tricolor fundada em 1976 tem como lema a frase "A torcida que mais cresce". Alunos do Colégio São Vicente de Paula, em Laranjeiras, iniciaram a Garra Tricolor em 1995 com o lema "Verás que um filho teu não foge à luta".

Alguns torcedores individualmente entraram para a história do clube e devem ser lembrados:

Chico Guanabara - capoeirista destemido e respeitado por todos, foi na verdade o primeiro torcedor carioca. Se necessário fosse enfrentava os cavalarianos da polícia. Só respeitava os dirigentes tricolores.

Barriga - bebia para festejar as vitórias do Flu e também para afogar as mágoas nas derrotas. Recordista difícil de ser batido, rolou por briga ou embriaguez de todas as arquibancadas dos campos cariocas.

Batista - negro bem apessoado, tinha quase dois metros de altura e pesava mais de 100 kg. Lembrava em 1915 os lendários campeões de boxe. Possuía duas paixões em sua vida: a Marinha, onde era sargento de carreira, e o Fluminense.

Peitão - era fuzileiro naval e foi campeão de boxe. Assistia os jogos do Flu na pista de atletismo pois, agitado do jeito que era, prefiria movimentar-se à vontade e mudar de lugar quando achava necessário. Sua dedicação ao clube era imensurável. Certa vez o Flu promoveu um torneio de boxe, tendo faltado o pugilista da luta principal. Peitão não admitiu que o Flu fosse criticado, prontificou-se a fazer a luta. Sofreu duramente por 3 rounds intermináveis mas acabou sem beijar a lona, perdeu por pontos. Com o gesto ganhou para sempre seu lugar na história do clube.

Paulista - era o regente do que durante anos foi chamado de Torcida Organizada. Com um megafone comandava os demais torcedores. Personificou o "Cartola" de casaca e tudo e muito respeitoso chamava a todos de senhor. Sumiu como apareceu, feito fumaça, sem deixar a fórmula de como comandar um grande grupo sem incitar a violência.

Alemão - da mesma época e ao contrário de Paulista era muito chegado a uma intimidade no tratamento com jogadores e dirigentes. Chamava Preguinho pelo apelido e o presidente Jorge Frias, simplesmente por Frias. Ao término dos jogos fazia questão de dirigir-se ao seio da torcida adversária para gozar a vitória do Flu. Como resultado, surras e mais surras, sendo salvo na maioria das vezes pela polícia ou por outros torcedores do tricolor.

Careca - Guilhermino dos Santos foi marco de uma grande geração de tricolores. Além do show à parte dado pelas torcidas nas arquibancadas, Careca fazia questão de batizar cada tricolor com um banho de talco. Sempre com uma bandeira tricolor amarrada ao pescoço e estendida em suas costas, totalmente branco devido ao talco (pó-de-arroz), tinha prazer em polvilhá-lo em todos, as vezes nem os adversários escapavam. Era o "homem do talco".


O inesquecível Careca (Guilhermino dos Santos)

Surgiram depois várias outras figuras populares como Guimarães, que pleiteava ser o torcedor tricolor número um; Pastel; Gelson Siciliano, conhecido como o homem da gaitinha e muitos outros.

As facilidades do mundo repercutiram nas torcidas. A tecnologia da comunicação integrou tricolores de vários estados e nações. Na internet surgiram vários sites e listas de discussão, verdadeiros pontos de encontro de inúmeros tricolores. Assim nasceram páginas (sítios) como a de Luís Nova, as "Opiniões Tricolores da Vanguarda Tricolor", Sempreflu, Flumania, Torcida Tricolor, Axé Flu, Canal Fluminense e o site oficial do clube. Dentre as listas de discussão destacam-se a Flunet, Flusócio, NIT, Sabedoria Tricolor e muitas outras. Blogs como o da Flusócio e inúmeras comunidades do Fluminense no orkut também tornarem-se lugar de tricolores na internet.

Essa massa humana de apaixonados é a força poderosa que mantém o Flu grandioso desde 1902 , e assim será pela eternidade.

Em meados de 2007 surgiu um movimento popular que mudou a história da torcida tricolor e por esse motivo merece do Flumania uma página a parte. É o Movimento Popular Legião Tricolor que revolucionou as arquibancadas no Rio de Janeiro. Sugerimos o link abaixo para melhor conhecimento de como surgiu a idéia e do que se trata.

O Movimento Popular Legião Tricolor

Observações: As fotos são do acervo do FFC. As informações foram colhidas do livro História do Fluminense de autoria de Paulo Coelho Netto, tomos I e II e do Livro Oficial do Centenário do Fluminense Football Club.



Hinos, Primeiros jogos, a crise de 1911, Estádio e Patrono

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