FLUMANIA - A História do Fluminense - Capítulo IV - Ídolos

Didi


O maestro tricolor

Waldyr Pereira, o popular Didi, nasceu em Campos, Rio de Janeiro, no dia 8 de outubro de 1928.

Em 1949, com apenas 21 anos de idade foi comprado pelo Fluminense junto ao Madureira tendo pela sua habilidade entrado para a galeria de ídolos tricolores.

Apoiador de grande estilo, clássico e com a cabeça sempre erguida, possuía visão apurada e seus passes certeiros o tornaram o maior organizador de jogadas do futebol brasileiro na década de 50.

Por sua grandes jogadas ganhou o apelido de "Príncipe Etíope". Em 1951, Didi fez de Carlyle o artilheiro do Campeonato Carioca com a expressiva marca de 23 gols.

Com seus passes milimétricos foi o maestro tricolor do time campeão da Copa Rio de 1952 - Mundial Interclubes -, o maior título internacional conquistado pelo clube.
Num Maracanã cheio, com mais de 100 mil torcedores, foi aplaudido de pé, após o golaço que marcou na segunda partida decisiva contra o Corinthians.

Era a figura principal num time de astros como Orlando Pingo-de-Ouro, Castilho e Pinheiro.

Em 1956, deixou o Fluminense para vestir a camisa do Botafogo.

Permaneceu no tricolor de 1949 a 1956 tendo conquistado o Carioca de 1951, a Copa Rio de 1952 e o Torneio Início de 1954. Foi ainda bicampeão mundial defendendo a seleção brasileira em 1958 e 1962.

Posteriormente tornou-se técnico e fez enorme sucesso dirigindo a seleção peruana na Copa de 1970.

Faleceu em 12 de maio de 2001.

Fez 298 jogos pelo clube, tendo marcado 91 gols.

Obs. As informações sobre o jogador e fotos foram retiradas do acervo do FFC.



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