FLUMANIA - A Hist ria do Fluminense - Capítulo IX - Centenário Tricolor - 2002

Principais Eventos do Centenário - Parte I

Cem anos de existência é motivo mais do que suficiente para comemorar toda a glória de um clube de futebol. Com o Fluminense Football Club não podia ser diferente. No ano comemorativo de seu Centenário, o tricolor programou uma série de atividades para celebrar a inesquecível data, além de ser homenageado por instituições políticas municipais, estaduais e federais.

Com exposições, lançamento de selo, camisas, livros, medalhas comemorativas, festas, DVDs, filmes, páreos e shows, o Centenário foi lembrado durante 2002 e ficará eternizado na história do clube.

Tentaremos deixar registrado de forma cronológica e com muitas fotos, vídeos e textos tudo o que de mais importante aconteceu no transcurso do ano de 2002.

Em 21 de julho de 2001, quando completava 99 anos, vários eventos ocorreram, dando assim partida as comemorações dos 100 anos de vida do nosso tricolor:

Relógio com contagem regressiva

Foi iniciada a contagem regressiva para o centenário com a inauguração de um relógio que marcava o número de dias que faltavam para a importante data. Ficava localizado no Parquinho do clube, esquina das Ruas Pinheiro Machado e Álvaro Chaves.


O relógio com a contagem regressiva

Na mesma data, comemorativa dos 99 anos, outros eventos aconteceram.

Marcava presença no clube a Confraria do Garoto que benzeu a sede e o campo e ocorreu a entronização da imagem de N. Sra. da Glória, no Senadinho. Ainda foi marcante a inauguração da iluminação externa da sede e o lançamento do quadro - Tricolores Ilustres -, onde a cada semana cinco importantes tricolores vivos e cinco "in memoriam" eram homenageados com a aposição de seus nomes no quadro que ficava exposto na entrada do clube.

Na noite do dia 21 de julho de 2001 foi realizado o Baile de Gala de aniversário em comemoração aos 99 anos, no Salão Nobre, ao som da Orquestra Aeroporto.


A padroeira do clube Nossa Senhora da Glória, após a entronização

Logomarca do Centenário

As logomarcas do centenário foram idealizadas pelo tricolor Ricardo Leite e seu funcionário Nako. Ricardo é o dono da empresa Pós-Imagem Design.

Todos os objetos e convites relativos ao evento mostravam com destaque nossa logomarca, tendo sido necessária a criação de vários tipos e modelos.

















As logomarcas oficiais do Centenário do Fluminense

No mês de setembro, o Fluminense foi homenageado pelas prefeituras de Mangaratiba e Duque de Caxias e em outubro de 2001 recebeu homenagens das Câmaras de Vereadores de Teresópolis e do Rio de Janeiro.

Camisa laranja

Depois de longa discussão, já lançada e o maior sucesso de vendas de um material esportivo no ano de 2001, o Conselho Deliberativo do Fluminense aprovava, em sessão ordinária, a camisa laranja para jogos não-oficiais. A votação ocorreu em março de 2002, com 137 conselheiros aprovando o modelo com as cores que fazem alusão ao bairro. Apenas um conselheiro votou contra. “O torcedor do Fluminense, nos estádios e ginásios, adotou a cor laranja como a quarta do Fluminense, e merecia tal presente", declarava o presidente David Fischel, após a sessão.


A camisa laranja artigo esportivo mais vendido em 2001

Uniforme do Centenário

Escolhido pela torcida.

No primeiro trimestre de 2002 a Adidas, fornecedora de uniformes do Fluminense à época, lançou pela internet, no site de um jornal, uma votação para que, entre 3 modelos de camisas apresentados, os torcedores do clube pudessem escolher a que seria lançada e comercializada como sendo o uniforme comemorativo oficial do centenário. A camisa tinha como base as cores cinza e branco, numa referência a primeira camisa da história do clube.


Modelo 1

Modelo 2


Modelo 3, o vencedor da votação

O modelo vencedor através da votação foi o de número 3, talvez por mais assemelhar-se a primeira camisa do clube. Foi lançada e comercializada alcançando enorme sucesso de vendas.


R plica da camisa de 1902 lan ada pelo marketing do clube (frente)

R plica da camisa de 1902 lan ada pelo marketing do clube (costas)

Exposição Fluminense 100 anos

Ainda em março de 2002 foi lançada a exposição itinerante denominada - Fluminense 100 Anos, no Maracanã. A exposição levou aos torcedores cariocas, em diferentes locais como Maracanã, New York City Center e Câmara dos Vereadores de São João de Meriti, a história do Fluminense ao longo de seu Centenário. Parte do acervo histórico referente às grandes conquistas do clube esteve à disposição do público:

A primeira camisa do clube, utilizada pelo time em 1902, e o pioneiro uniforme tricolor, que passou a ser usado em 1905, assim como o charmoso blazer tricolor com que o time entrava em campo.

Taças - Taça Olímpica (réplica e diploma); Copa Rio de 1952 (título mundial); Campeonato Brasileiro de 1984; Tricampeonato Estadual de 1983/84/85/ Taça de Prata de 1970; Troféu do Torneio de Paris de 1976; Troféu Alberto Gomes Pedrosa de 1970; Teresa Herrera de 1977; entre outros.

Fotos - como a de Pelé, aos 37 anos, quando vestiu a camisa tricolor ao participar de um amistoso em 1978, na Nigéria. Em abril daquele ano, o Fluminense excursionava pela Nigéria, por indicação do tricolor João Batista de Oliveira Figueiredo, que naquele mesmo ano se tornaria Presidente da República, enquanto Pelé divulgava a marca de um café pelo mundo a fora. O que poucos torcedores do clube sabem, ou sequer viram, é que o rei do futebol, num amistoso contra o Racca Rovers, vestiu a camisa do aristocrático clube das Laranjeiras, na vitória por 2 a 1 do time brasileiro.

Exposição Fluminense 100 anos - Maracanã (vídeo)

Visita de Xavantes

No dia 19 de abril de 2002, dia do índio, o Fluminense recebeu uma visita especial nas Laranjeiras: dois xavantes estiveram no local como parte da atividade cultural de 50 crianças da Escola Municipal Anne Frank, situada em Laranjeiras. Acompanhada da primeira-dama tricolor, Dona Frida Fischel, a dupla, após falar sobre a cultura indígena, foi até o campo para um "ritual de purificação", com o objetivo de dar sorte ao clube na conquista do Estadual 2002.

Jantar comemorativo da conquista da Taça Olímpica

Ainda em abril de 2002, ocorreu um jantar comemorativo à conquista da Taça Olímpica em 1949, com a presença de atletas de várias modalidades esportivas e autoridades convidadas.

Homenagens políticas

Além das comemorações oficiais do clube, o centenário do tricolor também recebeu variadas homenagens. Duas delas, partidas do meio político, valorizaram ainda mais a data. Em junho, a Câmara dos Deputados, em sessão solene no plenário, prestou uma homenagem ao clube. O presidente da Câmara, Aécio Neves, recebeu na casa o presidente tricolor David Fischel, o governador de Brasília, Joaquim Roriz, o Ministro da Fazenda e tricolor Pedro Malan, o vice-presidente da República Marco Maciel, o ex-goleiro Paulo Victor (Campeão Brasileiro em 84 e Tricampeão estadual em 83/84/85 pelo Fluminense) e o deputado federal Ayrton Xerez, autor do projeto que resultou na homenagem, entre outros ilustres e políticos.

A homenagem recebida pelo clube na câmara dos deputados (vídeo)

Já no Rio, o Fluminense recebeu a Medalha Tiradentes em sessão solene na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. O presidente David Fischel, representando o Fluminense, recebeu a comenda das mãos da deputada estadual Magaly Machado, autora do projeto que resultou na condecoração.

Inauguração do vestiário Carlos José de Castilho

No dia 01 junho de 2002, um sábado, foi realizado nas Laranjeiras um jogo de veteranos que contou com a participação de Assis, Branco, Delei, Edevaldo, Pinheiro, Píndaro, Renê, Leomir, Washington, Vítor, Duílio, Gílson Gênio, Rubens Galaxie, Robertinho, Cláudio Adão, Altair e Ricardo Gomes. Aproveitando o evento, no intervalo do jogo, foi feita a aposição de placa no vestiário que a partir daquele dia passou a chamar-se Carlos José de Castilho, justa homenagem ao melhor goleiro que já envergou a camisa do Fluminense. A placa foi descerrada pelo filho do grande arqueiro.


A placa em homenagem a Castilho

Parede dos Ídolos do Futebol Tricolor

O jogo dos veteranos serviu como atrativo para a inauguração da Parede dos Ídolos do Futebol Tricolor.

Os nomes de cem dos maiores jogadores do clube, ao longo de um século de glórias, foram eternizados na parede próxima à rampa que dá acesso ao Salão Nobre.

A Parede dos Ídolos do Futebol Tricolor conta com os seguintes jogadores:

Waterman, Oswaldo Gomes, Welfare, Marcos Carneiro de Mendonça, Chico Netto, Laís, Zezé, Fortes, Mano, Preguinho, Brant, Russo, Batatais, Orozimbo, Romeu, Hércules, Tim, Pedro Amorim, Carreiro, Bigode, Orlando Pingo de Ouro, Rodrigues, Robertinho, Ademir, Castilho, Píndaro, Pinheiro, Didi, Carlyle, Robson,Telê, Victor, Veludo, Marinho, Ambrois, Clóvis, Waldo, Escurinho, Altair, Vítor Gonzalez, Jair Marinho, Maurinho, Edmilson, Oldair, Carlos Alberto Torres, Procópio, Joaquinzinho, Denilson, Amoroso, Gilson Nunes, Samarone, Oliveira, Jorge Vitório, Lula, Mário, Cláudio, Wilton, Galhardo, Assis, Félix, Marco Antônio, Flávio, Cafuringa, Mickey, Manfrini, Evaldo, Gerson, Pintinho, Kleber, Edinho, Edvaldo, Toninho, Rivellino, Gil, Mário Sérgio, Paulo César Caju, Dirceu, Doval, Gilson Gênio, Paulo Goulart, Robertinho, Rubens Galaxe, Cláudio Adão, Deley, Branco, Ricardo Gomes, Aldo, Duílio, Vica, Paulo Victor, Jandir, Leomir, René, Tato, Romerito, Washington, Assis Carrasco, Paulinho Carioca, Ézio, e Renato Gaúcho.


A placa principal do painel


O painel dos ídolos do futebol tricolor

Olimpíada das bandeiras

O evento, que tinha como objetivo homenagear atletas e ex-atletas do esporte olímpico (amador), foi aberto com um tradicional desfile no dia 22 de junho, no ginásio das Laranjeiras. Estiveram presentes alunos das escolinhas, atletas atuais e ex-atletas dos esportes olímpicos do clube.

Os atletas, de modalidades diversas como natação, pólo aquático, vôlei e futsal, foram divididos em três equipes: grená, branca e verde, para reviver assim a tradicional Olimpíada das Bandeiras.

A olimpíada encerrou-se no dia 29 de julho havendo entrega de prêmios e troféus aos vencedores e homenagem aos ex-atletas tricolores que marcaram época, principalmente na conquista da Taça Olímpica em 1949.

Emílio Aguiar - O inesquecível Ximbica

Um momento de tristeza no ano do centenário. O futebol ficou de luto no dia 24 de junho. Nessa data, Emílio Aguiar, que durante 36 anos cuidou do uniforme do Fluminense, falecia, aos 55 anos, vítima de infarte, enquanto dormia. Ximbica, como ficou popularmente conhecido, foi também roupeiro da Seleção tendo trabalhado nas Copas de 74, 78 e 86 e por isso era tão querido.

Em seu velório, no Cemitério do Caju, além do elenco tricolor, marcaram presença ex-jogadores, dirigentes, torcedores e profissionais de clubes rivais, como Roberto Dinamite e Pai Santana, massagista do Vasco.

“Uma parte da história do Fluminense foi embora. A diretoria devia homenageá-lo com uma estátua”, disse o craque Renato Gaúcho, que chorou ao lado do caixão. O presidente David Fischel decretou luto oficial por três dias.


Emílio Aguiar, o inesquecível Ximbica

Campeão Estadual no Centenário

No dia 27 de junho, mais uma conquista Estadual, o vigésimo nono título carioca da história do clube no ano do Centenário, em final realizada em pleno Maracanã, tendo o tricolor vencido na partida final o Americano pelo placar de 3 x 1, gols de Roni, Flávio e Magno Alves.

Para maiores detalhes sobre o título acesse:

A conquista do estadual no ano do centenário.

Show de Ivan Lins

Em 12 de julho realizou-se o show do cantor e compositor tricolor, Ivan Lins, no Salão Nobre do clube, às 20h30. Ivan apresentou o show Jobiniando, com repertório baseado nos clássicos da bossa nova do maestro Antônio Carlos Jobim.


O tricolor Ivan Lins

Livro - A História do Fluminense em Cordel

No dia 16 ocorreu o lançamento do livro - A História do Fluminense em Cordel -, de Cláudio Aragão, no Café Lamas.

A inédita união de dois elementos tão presentes na cultura popular brasileira – a literatura de cordel e o futebol – foi a matéria-prima para o autor. Cláudio realizou uma ampla pesquisa para contar a trajetória de glórias do clube de Laranjeiras, numa escrita bem-humorada e original. Seu Barbosa, o narrador criado pelo autor, numa alusão ao Tricolor Barbosa Lima Sobrinho, relata toda a história do Fluminense: desde sua fundação até a conquista dos principais campeonatos.

Outros ilustres torcedores são homenageados no livro – Nélson Rodrigues e alguns de seus personagens, Chico Buarque, Mário Lago e Braguinha. O livro conta ainda com minibiografias dos principais ídolos do clube, como Castilho, Waldo, Telê Santana e Rivellino.


O livro Flu em Cordel

Lançamento do selo e das moedas comemorativas

Um dos eventos de destaque ocorreu no dia 17 julho de 2002, através do lançamento, no salão nobre do clube, da medalha, pela Casa da Moeda - Clube da Moeda - e do selo, pela Empresa de Correios e Telégrafos, ambos homenageando o centenário do Fluminense Football Club.

O selo foi confeccionado pelo artista plástico Alan Magalhães, do departamento de filatelia dos Correios, tendo o valor de face de R$ 0,55. Foram lançados 1 milhão e vinte exemplares, perpetuando o centenário do clube no meio filatélico.


O selo comemorativo e que em votação pela internet, no site da Empresa de Correios e Telégrafos, foi considerado o mais belo lançado em 2002

O registro do lançamento oficial do selo do centenário (vídeo)

Características do selo:

Edital: número 16
Arte: Alan Magalhães
Processo de impressão: off-set
Folha: 30 selos
Papel: Couchê gomado sem brilho
Valor facial: R$0,55
Tiragem: 1.000.020 selos
Picotagem: 12,0 x 11,5
Área de desenho: 25mm x 35mm
Dimensões do selo: 30mm x 40mm
Data de emissão: 17.07.2002
Local de lançamento: Rio de Janeiro
Impressão: Casa da Moeda do Brasil

A medalha comemorativa foi cunhada pela Casa da Moeda e lançada em ouro, prata e bronze.

O Fluminense foi o primeiro clube a receber esta homenagem.

Luiz Henrique P. Ferreira, artista da Casa da Moeda, idealizou no anverso da medalha uma bola de futebol tendo ao centro e em destaque o escudo do Fluminense. No reverso da obra de arte, a artista Kátia Dias, estilizou a fachada do edifício sede do clube no formato do escudo, contornada pela inscrição Fluminense Football Club e ainda tendo na parte inferior a logomarca do Centenário.

No mesmo dia do lançamento, os cunhos da medalha foram descaracterizados pelo presidente do clube, David Fischel, tornando assim inestimável o valor histórico dessas medalhas, pois não poderão jamais ser reproduzidas.

Características das medalhas:

Espécie: Ouro
Diâmetro: 50 mm
Peso: 100 +/- 0,50g
Emissão: limitada

Espécie: Prata
Diâmetro: 50 mm
Peso: 64 +/- 0,64g
Emissão: limitada

Espécie: Bronze
Diâmetro: 50 mm
Peso: 55 +/- 0,65g
Emissão: limitada


Bronze anverso

Prata anverso



Bronze reverso

Prata reverso

O registro do lançamento oficial da medalha do centenário (vídeo)

Em detalhes o selo e a medalha (vídeo)


Cunhos descaracterizados da medalha comemorativa dos cem anos de fundação do Fluminense Football Club, doados pela Casa da Moeda do Brasil em 17.07.2002

O pin comemorativo dos 100 anos



Exibição na TV de filme institucional - Fluminense 100 anos

Em grande parte do mês de julho foi exibido na TV o filme institucional comemorativo dos cem anos do clube. Crianças de várias idades cantavam o hino do Fluminense.

O anúncio comemorativo dos cem anos veiculado na TV (vídeo)

Sessão Solene do Conselho Deliberativo

No dia 18 julho de 2002, no salão nobre, realizou-se a Sessão Solene do Conselho Deliberativo, comemorativa do centenário do clube.

Durante o evento foram homenageados com medalhas os sócios com mais de 50 anos de clube e como ponto alto da sessão, a leitura da mensagem lacrada em estojo de prata, dos tricolores de 1952, dirigida aos jovens tricolores de 2002.

Compunham a mesa do Conselho Deliberativo o Sr. Milton Jacob Mandelblatt - Presidente do Conselho, Sra. Angelamaria Rosa Lachtermacher - Vice, Sr. Nardo Gutlerner - Primeiro-Secretário e o Sr. Vicente Lucarelli Dattoli - Segundo Secretário. Como convidados especiais marcavam presença o Presidente do Clube Sr. David Fischel, o Presidente de Honra do Fluminense Sr. João Havelange e o Sr. Manoel Schwartz, ex-Presidente do clube.

No Salão Nobre e na presença de inúmeras crianças vestidas com o uniforme do Fluminense a mensagem abaixo, dirigida a elas, foi lida pelo tricolor Ary Oliveira Meneses Filho, que em 1952 era um dos jovens presentes no Estádio quando da comemoração do Cinquentenário do clube. Foi um momento emocionante e que levaram muitos adultos ali presentes as lágrimas.

A mensagem escrita por Mário Pollo aos jovens de 2002.

"Mensagem:

Juventude Tricolor de 2002 !

Ouvi em silêncio e concentração a mensagem que da geração fundadora recebeu a juventude tricolor de 1952, formada no Estádio pelo Cinquentenário do Clube, para vos ser transmitida e por vós lida, ao comemorardes o Centenário.
Enfileirados, ao nosso lado, compareceram os homens, que eram os jovens de julho de 1902. Mas a geração, que vos fala, essa já aqui não está mais. Tombou para sempre à imposição da natureza humana. Estais ouvindo, pois, na palavra viva dos mortos, o sentido imortal do espírito tricolor.
O momento não sofre a emoção das lágrimas. Recordai e evocai os que vos foram caros - pais, avós - sem a memória armada em funeral, mas na saudade colorida em festa.
O Fluminense de 2002 é o triunfo que continua. Temos certeza de que a juventude do Cinquentenário soube cumprir a missão que lhe entregamos. E de que a Juventude do Centenário prosseguirá na obra comum de abnegação, de sacrifício, de amor à bandeira que se prosterna ante as mãos iluminadas que a abençoam do alto do Corcovado.
Voltai os vossos olhos para a imagem de Cristo, como a fixamos na hora da mensagem. Na convergência dos olhares de ontem e de hoje nós nos reencontramos no tempo e sobre a Terra.

Juventude Tricolor de 2002 !

Ouvi em silêncio e concentração o encerramento desta mensagem gravada no pergaminho da história. Revezai-a com a Juventude de 2052 para continuidade eterna da glória do Fluminense.

21.07.1952".

Logo em seguida e na presença dos jovens tricolores de 2002, foi lida pelo Presidente do Conselho Deliberativo, Sr. Milton Jacob Mandelblatt a mensagem dirigida aos jovens de 2052 que foi escrita por ele:

"Mensagem:

Aos jovens tricolores de 2052:

Em julho de 1952, no cinqüentenário do nosso Clube, nós, os jovens de então, recebemos da geração fundadora do FLUMINENSE uma mensagem dirigida à juventude tricolor de 2002, com a incumbência de transmiti-la nas comemorações do centenário.
Hoje, passados cinqüenta anos, somos a geração que viveu a segunda metade do primeiro século do FLUMINENSE, testemunhando o seu crescimento, as suas vitórias e as suas inesquecíveis conquistas.
Cumprimos a nossa missão, transmitindo aos jovens tricolores do centenário as palavras de devoção, fé e esperança no futuro do FLUMINENSE, escritas por aqueles que viveram os primeiros anos gloriosos da nossa história.
A juventude tricolor de 2002, representada por crianças de várias idades, está ao nosso lado participando da Sessão Solene do Conselho Deliberativo comemorativa do Centenário, ouvindo a leitura desta nova mensagem dirigida aos jovens tricolores de 2052 e recebendo a missão de transmiti-la nas comemorações do sesquicentenário.
Quando isto ocorrer, se nós aqui não mais estivermos, certamente o nosso espírito tricolor permanecerá ao lado de vocês, acompanhando a trajetória gloriosa do nosso Clube que, temos certeza, prosseguirá sendo conduzido com dignidade, competência, dedicação e, sobretudo, profundo amor ao pavilhão tricolor.
Mantenham eternamente viva a chama vitoriosa do espírito tricolor, dando continuidade às conquistas inesquecíveis obtidas neste primeiro século de vida do FLUMINENSE, para que ele chegue ao bicentenário com a grandeza e a dignidade almejadas pelos seus fundadores, renovando esse compromisso com a juventude tricolor de 2102.
O FLUMINENSE nasceu com a vocação da vitória e assim permanecerá por toda a eternidade.

21.07.2002".

A mensagem de 21 de julho de 1952 está hoje fixada em um belo quadro. A de julho de 2002 foi colocada pelo jovem tricolor Guilherme Ferreira de Aguiar no estojo de prata, sendo então lacrado. Os dois objetos, o quadro e o estojo, estão guardados em nossa sala de troféus.


A mensagem foi lacrada em belo estojo de prata que só será aberto em 2052

O ponto alto da Sessão Solene do Conselho Deliberativo (vídeo)

Livro Oficial do Centenário

No dia 19 de julho de 2002 era lançado, no salão nobre o Livro Oficial do Centenário (Fluminense 100 Anos de Glórias).

Escrito por Pedro da Cunha e Menezes, com 200 páginas, a excelente publicação tem apresentação emocionada de Artur da Távola, co-autoria dos especialistas Argeu Affonso, Carlos Santoro, Gustavo Marins de Aguiar, Jorge Wilson Magalhães de Souza e Vicente Dattoli, que se debruçam sobre a história do Clube há mais de 10 anos, registrando em minúcias seus dados estatísticos.

Imagens inéditas das temporadas vitoriosas e da evolução arquitetônica do clube e urbanística da região estão lado a lado com as personalidades que marcaram a história tricolor. O livro foi distribuído pela Editora Andrea Jakobsson Estudio, e contava com o patrocínio da BR Distribuidora.

O belo livro foi selecionado entre os 3 melhores para o prêmio Fernando Pini de Excelência Gráfica 2002, concedido pela ABIGRAF, na categoria institucional.

Considerado por muitos uma verdadeira obra de arte e que marcou um divisor de águas nas publicações sobre clubes de futebol do Brasil e Exterior.

Possui sobrecapa com barra em folha de ouro, escudo em alto relevo e capa em tecido alemão importado. Os textos foram compostos em The Sans 10/22 sobre papel couché Scheufelen matt de 150/gm2. Foi encadernado com tecido Franconia e impresso nas oficinas da R.R. Donneley América Latina em junho de 2002.


O Livro Oficial do Centenário

O livro do Centenário do Flu - 2002 - Programa da ESPN Brasil (vídeo)

Caricaturas de jogadores do Flu feitas pelo artista Vinicius (vídeo)


Centenário Tricolor - 2002 - Parte II

Volta a HP inicial da História do Flu



    
   
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