Adriano fez o tento na vitória sobre o Fluminense, nesta quarta-feira, pela primeira partida das quartas-de-final da competição sul-americana. O Morumbi recebeu seu maior público no ano - quase 62 mil pagantes.
O torcedor do Tricolor carioca não tem muito o que lamentar. Principalmente pelo que fez no segundo tempo, o time tem condições de reverter o resultado na semana que vem no Maracanã. Para isso, precisa vencer por 2 a 0. Em caso de triunfo pelo mesmo placar da partida desta quarta, a vaga nas semifinais será decidida nos pênaltis. Já São Paulo busca apenas um empate para seguir na luta pelo tetra da Libertadores.
Para dar um pouco mais de esperança ao torcedor do Fluminense, basta lembrar do retrospecto recente do seu adversário. Nos dois últimos anos, os paulistas foram eliminados por times brasileiros fazendo a segunda partida fora de casa. No ano passado, o Grêmio perdera por 1 a 0, mas conseguiu reverter o resultado no embate válido pelas oitavas-de-final. Em 2006, o Internacional foi o algoz ao levar o título da competição.
Mas o histórico do São Paulo na competição sul-americana é muito bom. Em 12 participações até agora (essa é a 13ª), o time chegou às semifinais em oito oportunidades. O Flu nunca havia chegado tão longe nas outras duas ocasiões que disputou o torneio.
No duelo de tricolores, São Paulo e Fluminense entraram em campo, nesta quarta, com formações parecidas. Com um volante improvisado como terceiro zagueiro, mas pelo lado direito. O Tricolor paulista começou melhor, o carioca até conseguiu assustar depois dos 10 minutos, mas os donos da casa foram superiores durante a primeira parte do jogo.
Mas as coincidências não foram só na parte defensiva. No ataque, tanto São Paulo quanto Fluminense apostaram em um centroavante (Adriano e Washington) e em atacantes flutuando pelos lados do campo. Mas Dodô foi muito pouco eficiente nessa função, ao contrário de Dagoberto, um dos melhores em campo.
E Adriano também venceu esse "duelo" contra Washigton. Não só pelo gol que fez aos 19 minutos. O Imperador começou a jogada no meio-de-campo e tocou para Dagoberto, que bateu para a boa defesa de Fernando Henrique. Na sobra, o camisa 10 são-paulino mandou para as redes com tanta tranqüilidade, que pareceu ser fácil. E ele poderia ter feito outro se não fosse pela bela defesa do camisa 1 do time das Laranjeiras.
O técnico Renato Gaúcho tentou avançar seu time na segunda etapa. O volante Ygor deixou de ser zagueiro e passou para o meio-de-campo. No 4-4-2, o Fluminense começou a ter mais posse de bola. Com Arouca caindo pelo lado direito do ataque, os visitantes conseguiram assustar mais o gol de Rogério Ceni.
Depois de uma boa etapa inicial, o São Paulo diminuiu o ritmo na final. Com a vantagem no placar, o time ficou postado no 3-6-1 com apenas Adriano posicionado mais à frente. Mas a dupla Imperador-Dagoberto conseguiu criar boas chances. Na melhor delas, o camisa 11 recebeu na área e bateu por cima do gol.
Além do Imperador, quem merece destaque é Dagoberto. O atacante, que ainda estava longe das boas atuações dos tempos de Atlético Paranaense, parece ter voltado a sua melhor forma. Essa foi a sua melhor partida pelo São Paulo e saiu de campo muito aplaudido pela torcida.
Já Thiago Neves, principal destaque do Flu neste ano, não teve o mesmo tratamento. O camisa 10 jogou mal e saiu para a entrada de Conca, aos 15 minutos do segundo tempo. Na saída, o apoiador reclamou e foi direto para o vestiário.
FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 1 X 0 FLUMINENSE
Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Data/hora: 14/5/2008 - 21h50min (de Brasília)
Árbitro: Óscar Ruiz (COL)
Auxiliares: Humberto Clavijo (COL) e Rafael Rivas (COL)
Renda e público: R$ 1.716.276,00 / 61.593 pagantes
Cartões amarelos: Jancarlos e Dagoberto (SAO); Thiago Neves e Roger(FLU)
Gol: Adriano, 19'/1ºT (1-0)
SÃO PAULO: Rogério Ceni, Zé Luis, Miranda e Alex Silva; Jancarlos, Fábio Santos, Hernanes, Hugo e Richarlyson; Dagoberto (32'/2ºT - Aloísio) e Adriano. Técnico: Muricy Ramalho.
FLUMINENSE: Fernando Henrique, Ygor, Luiz Alberto e Roger; Gabriel, Arouca, Cícero, Thiago Neves (15'/2ºT - Conca) e Junior Cesar; Dodô e Washington. Técnico: Renato Gaúcho.